Apoio ao Espírito Santo (Brasil) para a implementação da plataforma de rastreabilidade Selo Verde.

AL-INVEST Verde coopera com o Estado do Espírito Santono Brasil, para a implementação da plataforma de rastreabilidade Selo Verde. No âmbito desta colaboração, as zonas de produção de café, cacau e florestas plantadas para obter informações exactas para desenvolver a plataforma.

Durante a apresentação dessa parceria, o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, destacou a importância do Selo Verde na promoção da rastreabilidade e da transparência socioambiental das propriedades rurais, "uma exigência em todo o mundo, principalmente em países onde a sociedade demanda a rastreabilidade da produção para saber se os produtores cumprem as normas ambientais".

O Espírito Santo é atualmente o segundo maior produtor de café do Brasil e o terceiro maior produtor de cacau. A plataforma permitirá aos produtores demonstrar o cumprimento dos requisitos ambientais O novo mercado também facilitará o acesso ao crédito e a novos compradores, disse Casagrande.

Por sua vez, o diretor-geral do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf), Leonardo Monteiro, declarou: "A Regulamento da União Europeia relativo à não desflorestação (EUDR) demandas para produzir sem agredir o meio ambiente. O Selo Verde será um grande incentivo para que os agricultores assumam o compromisso socioambiental de exportar seus produtos, avançando mais rapidamente na meta de eliminar o desmatamento ilegal no estado.

Andrea Mónaco, Senior programme manager do AL-INVEST Verde, sublinhou a importância da parceria com o Governo do Espírito Santo, que definiu como "estratégica na criar cadeias de produção sem desflorestação". Além disso, referiu-se ao missão técnica ao Espírito Santo das autoridades de Itália, Espanha, Irlanda e Bélgica em 2024A UE ficou "agradavelmente surpreendida com as boas práticas adoptadas e com o empenho do Estado na sustentabilidade e na proteção do ambiente".

Selo Verde em seis estados brasileiros

Com esta parceria, um total de seis estados brasileiros terão a plataforma Selo Verde: Pará, Maranhão, Minas Gerais, Tocantins, Acre e Espírito Santo. O AL-INVEST Verde apoia sua implementação nesses quatro últimos estados. Especificamente, no Espírito Santo, trabalha em conjunto com a Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (SEAG), a Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (FAPES), o Centro de Inteligência Territorial da Universidade Federal de Minas Gerais (CIT/UFMG), a Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) e o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper).

Através desta ação, está previsto o mapeamento das parcelas de produção agrícola de café, cacau e madeira, de forma a monitorizar a evolução do uso do solo, identificar áreas com desflorestação ou degradação florestal, antecipar potenciais impactos ambientais e sociais, garantir a utilização racional dos recursos naturais, proteger a biodiversidade e melhorar a qualidade de vida das populações.

A plataforma SeloVerde-ES permitirá fornecer dados precisos e actualizados sobre a produção agrícola e o cumprimento do Código Florestal para mais de 100 000 propriedades rurais registados no Estado. Esta medida constituirá um instrumento público para uma gestão eficaz, para a tomada de decisões e para o desenvolvimento de políticas públicas destinadas à agricultura, à gestão dos recursos naturais e à promoção da conservação dos ecossistemas naturais.

Sobre o AL-INVEST Verde

AL-INVEST Verde é um programa da União Europeia (UE) cujo principal objectivo é promover o crescimento sustentável e a criação de emprego na América Latina, apoiando a transição para uma economia de baixo carbono, eficiente em termos de recursos e mais circular. Através da Componente 2, liderada pela FIIAPP em consórcio com o IILA, o programa fornece assistência para reforçar as políticas públicas e os diálogos entre as várias partes interessadas sobre cadeias agrícolas e de valor sustentáveis, normas ambientais e laborais, bem como o comércio sustentável e os quadros de política económica e reguladores.

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